2011-04-27

Domingo de Páscoa, 24 de Abril nas Igrejas da Ribeira Grande e de Belém

Enquanto cristãos, privilegiamos a Cruz e assim deve ser, pois sem esta e o sacrifício de Cristo por nós, estaríamos eternamente condenados a pagar o preço do nosso pecado, sem esperança de podermos alguma vez fazê-lo.
Mas, sem a ressurreição de Jesus, a Cruz não teria sentido algum, porque a provisão da nossa salvação estaria incompleta.
Quatro coisas que não teriam existido se Jesus não tivesse ressuscitado dos mortos:
  • Não teríamos um MESSIAS = SALVADOR 
    • Tem de cumprir cada profecia - as que referem a sua morte e que Deus o ressuscitaria: Salmos 16:9-10 
    • Se Jesus não ressuscitou então não era o Messias. E se não o foi, ainda esperamos um Salvador: 1 Coríntios 15:17 
  • Não teríamos VIDA ETERNA
    • Ele não somente disse que iria ressuscitar mas também disse que iria dar-nos ressurreição: João 11:25-26 
    • Se não ressuscitou foi um mentiroso e não temos esperança 
  • Não teríamos CÉU
    • Jesus deixou claro que Ele é a nossa ligação ao Céu: João 14:1-3
    • Por mais entusiasmante que seja o Céu, se Jesus não ressuscitou, isso não significa nada 
    • Se não podemos confiar em Jesus quanto à sua ressurreição, então em que é que podemos confiar? 
  • Não teríamos ESPERANÇA
    • Sem a sua ressurreição, a nossa fé não tem valor
    • De que adianta gostar dos seus ensinamentos, se não podemos confiar numa eternidade na sua companhia?
    • Se colocamos nossa fé num “tipo que está morto”, somos como disse Ted Turner, fundador da CNN: “Um bando de falhados.” 
    • Ou como disse Paulo: 1 Coríntios 15:19-20
Não queremos sair daqui com dúvidas de que a Ressurreição aconteceu do modo como a Bíblia a descreve. Vamos ler: 1 Coríntios 15:3-8
Paulo menciona 3 provas da Ressurreição de Jesus:
  1. A Sepultura Vazia: 1 Coríntios 15:3-5 
    1. Provada pelo túmulo vazio, como viram Pedro e os outros
      1. Muitos têm tentado explicar esse facto - sabendo que se puderem apresentar uma justificação, então cristianismo é uma farsa
      2. Em 2.000 anos, ainda ninguém conseguiu uma explicação plausível. Algumas das que nos são oferecidas:
        1. Os discípulos enganaram-se
          1. Jesus não morreu mas desmaiou. Foi sepultado vivo. Terceiro dia, frio do túmulo despertou-o e saiu da sepultura por si mesmo
        2. Os discípulos roubaram o corpo
          1. proposta dos mesmos líderes religiosos que organizaram a crucificação: Mateus 28:11-15
          2. arriscariam os discípulos o martírio com base numa mentira?
          3. Os discípulos alucinaram: – queriam tanto que Jesus estivesse vivo que se convenceram disso. Problemas:
            1. os discípulos não estavam à espera – surpresa! 
            2. alucinação colectiva ao longo de dias e em diferentes lugares não é plausível! 
      3. As Testemunhas: 1 Coríntios 15:6-7 
        1. A Bíblia regista 10 diferentes aparições de Jesus desde a sua Ressurreição até à sua Ascensão, 40 dias depois
        2. Depois de os ter convencido de que estava vivo e não era um fantasma,deixaram de ter medo e receio 
      4.  As Vidas Transformadas: 1 Coríntios 15:8
        1. Paulo fala da sua vida transformada 
        2. E das vidas transformadas de outros como prova de que Cristo está vivo: 1 Timóteo 1:15-17
      Paulo diz que “... Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores...”
      Ele veio morrer em nosso lugar para o completo pagamento do nosso pecado
      Como prova desse pagamento, ele foi ressuscitado.
      Agora, através da nossa fé nele, e aceitando o seu sacrifício por nós, podemos ser salvos. Romanos 10:9

      Sexta-feira da Paixão, 22 de Abril da Igreja Batista da Ribeira Grande

      No contexto de um Culto muito diferente do habitual, abordamos os últimos momentos da vida física de Jesus na perspectiva das Sombras que O envolveram: Sombras da Traição, da Negação, da Solidão, da Acusação, do Sofrimento, da Crucificação e da Morte. Enfatizamos ainda já não uma qualquer sombra mas a Luz radiante que se abre para o nosso Futuro com ao texto de Apocalipse 5:6-12.
      Meditamos, ainda que brevemente, no “Dia sem Igual” conforme Mateus 27:27-54.
      De todos os dias que já existiram desde o início do mundo, um destaca-se sem apelo.
      Nesse dia em que o mundo mudou definitivamente, quatro coisas aconteceram:

      1. Jesus é Humilhado: Mateus 27:27-31 
        1. Jesus tinha sido chicoteado para além do razoável e condenado à morte
          1. Brutalidade da flagelação, muitas vezes causava a morte
        2. É trazido para o Pretório onde vai ser alvo da chacota dos soldados: v.27
          1. Tiram-lhe as roupas e colocam manto púrpura - ridicularizam-no como Rei 
          2. Foi cuspido - Aquele que deixou o Céu e se tornou homem, foi tratado de forma inimaginável 
      2. A Crucificação e agonia de Jesus: Mateus 27:32-46
        1. Jesus estava tão fraco que precisou da ajuda de Simão de Cirene para carregar a Cruz
          1. Não aceita o analgésico
          2. Pregam pregos nas mãos e pés. Um pequeno apoio para sentar a altura superior ao normal dava para prolongar o sofrimento
          3. Morria-se por asfixia
        2. Jogaram as roupas de Jesus aos dados: v.35
          1. Suas poucas posses materiais foram usadas desse modo prosaico
        3. Jesus sofreu
          1. Fisicamente - flagelação e crucificação
          2. Verbalmente - gozo e escárnio: vv. 39-44
          3. Espiritualmente - que nem conseguimos imaginar
            1. usa Salmo 22:1, após 3 horas de escuridão
          4. Jesus experimenta a alienação humana de Deus no momento em que grita 
          5. Aquele que nunca pecou, tornou-se pecado por nós: vv.45-46 
      3. A Morte de Jesus: Mateus 27:47-50
        1. Quando gritou pensaram que chamava por Elias: v.47
          1. Deram-lhe vinho para mitigar o sofrimento: v.48 
          2. No tempo certo, entrega o Espírito e morre por ti e por mim 
      4. O Glorioso resultado da Morte de Jesus: Mateus 27:51-54
        1. Já não separados de Deus: v.51a
          1. Simbolizado pelo rasgar do véu do Templo
        2. Agora é possível ter relacionamento pessoal com Deus
        3. A morte e a sepultura foram conquistadas
        4. Jesus experimentou o pior que a vida pode dar e triunfou: vv.51b-53 
        5. Como o centurião romano, podemos ver o que Jesus fez por nós e o quanto nos amou - Podemos confessa-lo!

      O que nos impede de confessar Jesus Cristo? O que precisamos compreender hoje é que Jesus nos ama e morreu por nós. Confia e crê e Ele fará a diferença.

      Domingo de Ramos, 17 de Abril na IBB


      Neste Domingo de Ramos, refletimos sobre aquilo de que precisa o Senhor Jesus, com base no texto de Lucas 19:28-44
      À pergunta “Do que é então, que o Senhor precisa?” as nossas respostas foram:
      1. Ele precisa da nossa Obediência: Lucas 19:28-35 
        1. Os discípulos foram e fizeram o que Jesus lhes mandara: Indo os discípulos e tendo feito como Jesus lhes ordenara, Mateus 21:6
          1. Jesus precisa que sejamos capazes de ir
          2. Ele precisa que façamos 
          3. Ele precisa que saibamos dar como ele ensina
      2. Ele precisa da nossa Adoração: Lucas 19: 35-40
        1. Hossana nas alturas: ... Hossana, nas maiores alturas! Marcos 11:10b
          1. Pelo que Ele é!
          2. Por causa de onde Ele veio! 
          3. Por aquilo que Ele fez! 
      3. Ele precisa dos nossos Corações: Lucas 19:41-44
        1. O Senhor conhece nossas vidas: ... tendo observado tudo, como fosse já tarde, saiu para Betânia com os doze. Marcos 11:11b
          1. Temos de estar quebrantados
          2. Temos de ser sábios 
          3. Temos de ser humildes como Jesus o foi
      Estamos dispostos a dar a Jesus o que Ele precisa?

      Domingo, 17 de Abril na Escola Bíblica Dominical – Em que dia morreu Jesus?

      Terminamos o nosso Estudo sobre o “significado da Páscoa” nas Igrejas da Ribeira Grande e de Belém com um encontro dedicado à tentativa de responder à questão sempre presente do dia em que Jesus, efectivamente morreu. A seguir partilhamos as linhas gerais do estudo que fizemos.
      A visão tradicional da morte de Jesus ter ocorrido numa 6ª feira, decorre da linguagem de Marcos 15:42
      Mas Jesus profetizara que estaria morto 3 dias e 3 noites, antes de ressuscitar: Mateus 12:40
      Constata-se, assim, que não existem 3 dias e 3 noites entre 6ª feira e Domingo.
      A possível solução para este problema está em compreender o que Marcos entende por “sábado”.
      Ora, além do sábado semanal, existiam outros “sábados”, isto é, dias santos especiais. Veja-se a propósito, Mateus 28:1, em que a palavra no Grego “sabbathon” é até um plural.
      O primeiro dia da Festa dos Pães Ázimos, era um “sabbath”: Levítico 23:6-7. Esta Festa era celebrada no dia 15 do mês de de Nisan, dia a seguir à Páscoa: Levítico 23:5-6.
      Jesus foi crucificado na Páscoa (14 de Nisan) e em Marcos 15:42-43 diz-se que José de Arimatéia queria tirar o corpo de Jesus da Cruz antes que começasse o Sábado.
      Se a Páscoa, dia 14 de Nisan, calhasse no início da semana, o dia 15 podia ser qualquer um antes do Sábado semanal, e a expressão “... no fim do sábado...” Mateus 28:1, significaria o Domingo (Sábado após o pôr-do-sol). Veja-se também João 12.1.
      A melhor maneira de entender esta cronologia será, porventura, caminhar passo a passo nos últimos dias da vida de Jesus antes da sua morte, seguindo os relatos dos Evangelhos.

      • 1º Dia = 6ª feira [dia 9 de Nisan] -- (pôr-do-sol de 5ª feira ao pôr-do-sol de 6ª feira) – Jesus está em Jericó. Vai para Betânia, antes do pôr-do-sol: Lucas 19:1; Marcos 10:46 
      • 2º Dia = Sábado [dia 10 de Nisan] -- (pôr-do-sol de 6ª a pôr-do-sol de Sábado) – Entrada triunfal em Jerusalém. Purificação do Templo. Ensina todos os dias ali até à Páscoa: João 12:12-13. Entrada nesse dia corresponde ao disposto em Êxodo 12:3-6. Aclamado pela multidão o propósito de Jesus é morrer (cf. João 12:23-33) 
      • 3º Dia = Domingo [dia 11 de Nisan] -- (pôr-do-sol de Sábado a pôr-do-sol de Domingo) -- Em exposição pública em Jerusalém e nas localidades vizinhas. Parábolas e profecias mais conhecidas de Jesus são proferidas nesses dias 
      • 4º Dia = 2ª feira [dia 12 de Nisan] -- (pôr-do-sol de Domingo a pôr-do-sol de 2ª feira) – Jesus está em Betânia, em casa de Simão o Leproso: Mateus 26:2-6 
      • 5º Dia = 3ª feira [dia 13 de Nisan] -- (pôr-do-sol de 2º feira ao pôr-do-sol de 3ª feira) – não existem referências bíblicas para estes dias 
      • 6º Dia = 4ª feira [dia 14 de Nisan] -- (pôr-do-sol de 3ª feira ao pôr-do-sol de 4º feira) – Jerusalém. Jesus celebra a Última Ceia, no contexto do “Pesach Seder”: Lucas 22:15-20; João 13 a 17

      Jesus é preso no jardim após a traição de Judas. É julgado, torturado e crucificado na tarde de 4ª feira.
      Preparativos e sepultamento antes do pôr-do-sol de 4ª feira: Marcos 15:42-43
      Começa a contar-se agora os dias e noites que Jesus passa na sepultura até à Sua Ressurreição:

       

      • 1º Dia = 5ª feira [dia 15 de Nisan] -- (pôr-do-sol de 4ª feira ao pôr-do-sol de 5ª feira) – Jesus está na sepultura. É a 1ª noite e o 1º dia. Levítico 23:5. O 1º dia na sepultura coincide com a Festa dos Pães Asmos (a curiosidade do esconder-se o Afikomen na refeição pascal) 
      • 2º Dia = 6ª feira [dia 16 de Nisan] -- (pôr-do-sol de 5ª feira ao pôr-do-sol de 6ª feira) – Jesus está na sepultura. É a 2ª noite e o 2º dia
      • 3º Dia = Sábado [dia 17 de Nisan] -- (pôr-do-sol de 6ª feira ao pôr-do-sol de Sábado) – Jesus está na sepultura. É a 3ª noite e o 3º dia. Após o pôr-do-sol de Sábado, Jesus ressuscita dos mortos
      Cumpridos as 3 noites e os 3 dias
      ·     Domingo [dia 18 de Nisan] -- (pôr-do-sol de Sábado ao pôr-do-sol de Domingo) -- Ressuscitado! O dia seguinte ao Sábado após a Páscoa é a Festa das Primícias: Levítico 23:10-11. Jesus é a nossa Primícia: 1 Coríntios 15:20-23

      Muito do material aqui usado para este estudo não é original mas retirado de outras fontes. É um pouco como alguém já disse: “A manteiga que eu faço é feita de leite de muitas vacas…”

      Cristo ressuscitou, e é essa a nossa certeza!

      2011-04-22

      Domingo de Ramos, 17 de Abril na Igreja Batista da Ribeira Grande

      Nesta manhã de Domingo, depois da Escola Bíblica Dominical, dedicamos a nossa reflexão ao momento em que Jesus entrou na cidade de Jerusalém e, tendo por base os gritos de "Hossana", meditamos no significado dos que proferiram esse clamor e no modo como nos podemos identificar com eles. Foi mais ou menos assim:
      Toda a gente gosta de procissões ou desfiles. Atraem multidões. Ao entrar em Jerusalém, Jesus atrai multidões e ramos de palmeira são agitados e gritos de Hossana – salva agora, enchem os caminhos por onde passa Jesus.
      Mas na multidão, há gente com diferentes convicções e visões em relação ao que estava a acontecer. Estavam ali...

      1.       Os Observadores Casuais
                 a.       Uma pergunta é colocada: Lamentações 1:12
                           
      i.     Na multidão havia observadores casuais. Em Jerusalém para a Páscoa
                                      ii.    Podiam ou não ter ouvido falar de Cristo, mas não sabiam o que se passava e nem se importavam
                                      iii.   Não se queriam envolver, contentavam-se em assistir ao desfile
      b.      Jesus disse: Lucas 11:23
                                      i.     Não se pode ser neutral ou ignorá-lo
                                      ii.    Temos de o aceitar por aquilo que ele disse ser ou rejeitá-lo como mentiroso ou lunático
      c.    O Evangelho exige uma resposta. Não se pode ser neutro face ao Senhorio de Jesus
                                     i.    Neutralidade é rejeição
                                     ii.   É pormo-nos em seu lugar como donos das nossas vidas
      d.    Cristianismo não praticante é contradição de termos
                                    i.     Tem aparência de santidade mas coloca outros valores à frente do Amor. Segue Jesus à distância
      e.      Muitos acham que todos os caminhos levam a Roma. Mas, lemos em Hebreus 2:3

      2.       O Críticos Profissionais
      a.   Em todo o lugar onde foi Jesus, em tudo o que Ele fez - os críticos estiveram lá para “o bota abaixo”: Lucas 6:7; João 15:24-25
      b.   Para cada acção, há um criticismo igual: Mateus 13:14-15; Mateus 23:13-15

      Definição de antagonistas: “Alguém que, com base em evidências não substantivas, deixa tudo para fazer exigências insaciáveis, atacando geralmente as pessoas ou acções de outros; os ataques que promove são egoístas, destroem mais do que edificam e, na Igreja, são geralmente lançados sobre a liderança.” Antagonistas na Igreja, por K. Haugk

      3.       Os Pecadores Conscientes
      a.   Como disse o profeta Isaías: Isaías 6:5
      b.   A simples presença de Jesus mostra ao pecador o seu pecado. A Luz do Mundo, expõe o pecado do mundo
                                  i.      A visão da Santidade de Deus dá uma mais profunda visão do nosso pecado: João 15:22; João 8:3-9
      c.   O ministério de Jesus trouxe convicção (João 8:9) e não condenação: João 8:11
      4.       Os Crentes Comprometidos
      a.   Na multidão, estavam também os que se comprometeram com Jesus
                                  i.      Pesquisaram nas Escrituras e creram que ele era quem disse ser e comprometeram-se totalmente com ele
                                  ii.      Um punhado de crentes recebeu Jesus como Rei dos reis e Senhor dos senhores: João 1:12
                                  iii.      Alguns vacilaram quando o que Jesus fez não se enquadrou no que pensavam. No entanto, outros persistiram até ao fim
      b.    Desses, Paulo fala: Romanos 12:1
      c.    Compromisso é o que transforma uma promessa em realidade
                                   i.      São as palavras que definem a nossa intenção
                                   ii.      E as acções que falam mais do que mil palavras
                                   iii.      É o fazer tempo quando não há tempo
                                   iv.      É o poder de mudar a face as coisas
          Onde estamos nós quando Jesus entra na nossa Jerusalém?

      2011-04-12

      Domingo, 10 de Abril na Igreja Baptista de Belém

      Fazem-se planos, e Deus altera-os! Ora, o que nos resta é entender os sinais que o Senhor nos dá e sujeitarmo-nos a Ele.
      Tudo isso a propósito do que aconteceu no nosso encontro de ontem, 10 de Abril. Depois da Escola Bíblica Dominical em que terminamos a primeira fase do estudo do Significado da Páscoa com base em Êxodo 12 (tal como acontecera de manhã na Igreja Batista da Ribeira Grande), iniciamos o culto e depois, entendemos que, ao contrário do que estava previsto, abordarmos uma mensagem sobre a necessidade de, como cristãos, “Persistirmos no Caminho da Fé” (baseada em Hebreus 12:1-3), reflectirmos juntos sobre alguns assuntos problemáticos, como por exemplo a questão da obrigatoriedade do Baptismo para a participação na Ceia do Senhor e o sentido genuíno da Fé.
      O mais importante, é que Deus usa a nossa disponibilidade para nos fazer crescer um pouco mais. E não será esse o desafio que nos é colocado enquanto cristãos?

      2011-04-11

      Domingo, 10 de Abril na Igreja Batista da Ribeira Grande

      Aproxima-se a passos largos a celebração da Páscoa. Nesta manhã, terminamos a primeira fase da nossa Escola Bíblica Dominical de Adultos sobre o significado dessa Festa Maior do Cristianismo. Depois, no Culto propriamente dito, falamos sobre “O Cristo de Pedro e o nosso Jesus”, com base no texto da 1ª Epístola de Pedro 2:21 a 25. O esquema seguido foi mais ou menos o seguinte:
      Quem é o Cristo de Pedro? Ele é o nosso Jesus!
      1. Ele é a Origem da nossa Esperança: 1 Pedro 1:3
        1. Temos esperança por causa da sua Misericórdia 
        2. Temos esperança por causa da sua Ressurreição
      2. Ele é o nosso Cordeiro sacrificial: 1 Pedro 1:19 
        1. Nele não havia nem pecado nem mancha 
        2. Ele morreu por nós 
      3. Ele é a nossa Pedra Angular: 1 Pedro 2:6 
        1. Ele é a Rocha da nossa Salvação (onde assenta toda a nossa certeza) 
        2. Ele é precioso e puro 
      4. Ele é o nosso Exemplo Perfeito: 1 Pedro 2 
        1. Ele é homem que viveu sem pecado 
        2. Devemos seguir (viver) os seus passos
      5. Ele é o Sofredor consumado: 1 Pedro 2:23 
        1. Não abriu a sua boca 
        2. Não ameaçou 
        3. Permanece obediente e submisso ao Pai 
      6. Ele leva sobre si as nossas transgressões: 1 Pedro 2:24 
        1. No seu corpo, leva as marcas do nosso pecado 
        2. É pendurado numa Cruz 
        3. É torturado por nós 
        4. Pelas suas pisaduras fomos curados 
      7. Ele é o Pastor das nossas almas: 1 Pedro 2:25 
        1. Ele veio para todo o que se encontrava perdido 
        2. Para que pudessem voltar ao Pastor 
        3. Ele é o Bispo das nossas almas 
      8. Ele é o nosso Senhor exaltado: 1 Pedro 3:22 
        1. Após cumprir a tarefa do Pai, regressa ao Lar 
        2. Onde está sentado à mão direita do Senhor 
        3. Tem todo o Poder no céu e na terra 
        4. Tudo o que existe lhe está sujeito 
      Esse é o Cristo de Pedro. É esse o nosso Jesus?

      2011-04-04

      Domingo, 3 de Abril na Igreja Baptista de Belém

      O encontro da tarde, na Igreja Baptista de Belém, começou com a Escola Bíblica Dominical. Nesta, temos estado a estudar o significado da Páscoa, numa leitura tipológica tendo por base o texto de Êxodo 12, quando o Senhor determina a celebração daquela que será a Festa mais importante do seu povo de Israel, e vendo ainda como esta se cumpre em Jesus Cristo, seu Filho e nosso Senhor, tal como diz o Apóstolo Paulo: "... Porque Cristo, nossa Páscoa, foi sacrificado por nós." 1 Coríntios 5:7b
      A conversa foi viva, interessantíssima (e demorada...) a tal ponto de ter entrado pelo tempo de Culto propriamente dito e ainda ter continuação agendada para o próximo Domingo.
      Depois, já no tempo de exposição da Mensagem, falamos sobre as diversas funções da Palavra de Deus, segundo o que diz o Apóstolo Paulo em 2 Timóteo 3:16-17. Foi mais ou menos este o esquema que seguimos:
      1. A 1ª Função da Palavra – ENSINAR: 2 Timóteo 3:16
        1. Como sabemos o que é certo? A Palavra de Deus é perfeita. Sabedoria humana como v.g. ensinar filhos ou manter casamento estável nem sempre correcta, mas Palavra de Deus sempre certa
        2. Precisamos aprender a Palavra de Deus para que saibamos em que cremos
        3. Palavra de Deus tem de ser a autoridade final
      2. A 2ª Função da Palavra – REPREENDER: 2 Timóteo 3:16
        1. Ensino, é mostrar-nos o que é certo. Repreender, é mostrar-nos o que é errado
        2. Como é que conseguimos resolver um problema ou uma situação se nem sabemos que este(a) existe?
          1. a Bíblia mostra-nos e convence-nos quando fazemos algo que não é suposto fazermos ou
          2. Quando não fazemos o que é suposto fazermos
      3. A 3ª Função da Palavra – CORRIGIR: 2 Timóteo 3:16
        1. Ensino, é mostrar-nos o que é certo. Repreender, é mostrar-nos o que é errado. Corrigir, é mostrar-nos o que fazer para voltarmos ao certo
          1. No Grego do NT, επανορθωσιν = endireitar algo de novo
          2. Na Carta aos Hebreus 2:7-11, lemos que Deus corrige os que lhe pertencem
      4. A 4ª Função da Palavra – EDUCAR: 2 Timóteo 3:16
        1. Ensino, é mostrar-nos o que é certo. Repreender, é mostrar-nos o que é errado. Corrigir, é mostrar-nos o que fazer para voltarmos ao certo. Educar, é mostrar-nos como permanecer no que é certo.
          1. Quando os pais educam os seus filhos, estão a dar-lhes (ou não), alicerces e parâmetros
            1. É isto que a Bíblia faz por nós
            2. Leva-nos de bebés na fé a firmes seguidores de Jesus
          2. Infelizmente, muitos cristãos preferem permanecer como crianças espirituais.
            1. Estão contentes com o seu acesso ao céu e não pensam em crescer mais, à excepção do que recebem no Domingo
      O objectivo último da Palavra. é o de fazer com que: .".. o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra." 2 Timóteo 3:17
      A Bíblia convence-nos do que somos perante Deus, isto é, pecadores. Se estamos aqui sem Cristo como nosso Salvador, a Bíblia diz que quando morrermos, não estaremos com Deus eternamente, mas destinados à separação eterna de Deus que é o Inferno.
      Com Jesus, estaremos eternamente no Céu com Deus. E isso não é invenção minha. É o que diz a Palavra de Deus!

      Domingo, 3 de Abril, na Igreja Batista da Ribeira Grande

      Hoje, celebramos juntos a Ceia do Senhor. Logo antes, pudemos meditar sobre dois textos das Escrituras: Isaías 42:1-3 e Mateus 12:14-21 em que Jesus cita aquele outro, dando-lhe, no entanto, uma nova ênfase.
      A nossa meditação desenvolveu-se sob a perspectiva da renovação que o Senhor traz ao Pecador (tipificado pela cana trilhada do texto de Isaías) e o crente exaurido nas suas forças e compromisso com o Reino (representado pelo pavio fumegante do mesmo texto de Isaías).
      Foi mais ou menos este o esquema que seguimos:
      1. No que está quebrantado e no que está exausto, há uma grande tragédia: Mateus 12:20
        1. Canas quebradas descrevem o Pecador, enquanto indivíduo quebrado: Romanos 3:9-18
          1. Está danificado pela Queda e a sua natureza está danificada
        2. O Santo de Deus é o pavio fumegante: Mateus 12:20
          1. Tal como o morrão da lanterna de azeite, que em tempo brilhou alegremente mas que, com o passar do tempo vai esmorecendo e o único sinal de vida é o fio de fumo que sai do pavio, o que descreve na perfeição o filho de Deus que brilhou com vigor mas que lentamente se deixa consumir pelas preocupações deste mundo e se afasta de Deus
      2. No entanto, há ternura administrada ao quebrantado e exaurido: Mateus 12:20
        1. Jesus mostra a sua Misericórdia pelo pecador
          1. A única razão porque não nos encontramos hoje mesmo na perdição é a Graça e a Misericórdia do Senhor
          2. Estamos aqui porque Deus decidiu não quebrar a cana rachada
          3. Mas o dia da destruição chegará se não mudares o teu coração para Deus
        2. Ao salvo, Jesus mostra a sua paciência, apesar da incompreensão
          1. Brilhamos já para Deus mas, agora, porque só lançamos fumo para o ar
          2. O normal seria lançar fora o pavio e acender um novo mas
          3. O Salvador predispõe-se a soprar a nossa chama e a reavivar a nossa luz
      3. Os quebrantados e exauridos dão provas da sua gratidão: Mateus 12:21
        1. O alvo da gratidão - Jesus! Actos 4:12 
          1. Ele é o único a quem devemos ser gratos pela nossa salvação
          2. Quem está agradecido? Os gentios...Mateus testemunhou as multidões que se acercaram de Jesus para receber cura
          3. Ninguém foi impedido de se chegar ao Mestre, todos foram aceites: Mateus 12:15
          4. Todo o ser humano encontra lugar no coração do Senhor!
      Sete séculos separam Isaías e Mateus. Isaías olhava em frente, Mateus para trás.
      As suas visões encontraram-se no Homem Jesus Cristo. Onde está a nossa visão?